...
28.2.13
A. tinha algum sério problema com as pessoas, mas não sabia identificar exatamente qual era. Alguns lhe eram agradáveis logo no início, outros permaneciam estranhos o tempo todo. A. tentava, a todo custo, mostrar-se gentil, simpática, divertida; deixava pra lá momentos que não mereciam ser lembrados; tentava ser diplomática; tentava extrair de cada um só as coisas boas, mesmo que detestasse incontrolavelmente as coisas ruins. Mas a maioria das pessoas continuava estranha. Ela tinha dependência de pessoas, e as pessoas tão estranhas... A., um belo dia, chutou o balde e resolveu não parecer gentil, simpática ou divertida e continuou sendo gentil, simpática e divertida; começou a guardar alguns rancores necessários, mas ainda deixava pra lá momentos que mereciam ser esquecidos; tentou ser mais agressiva, mas continuou bem diplomática; começou a condenar os defeitos das pessoas, mas a parte boa em cada um lhe conquistava. Assim, quando chutou o balde e não tentou parecer mais nada, ela acabou conquistando todo mundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário