Abaixo os garotos de joelhos limpos o dia inteiro, os sorvetes que não pingam na roupa, as pessoas que sabem de tudo, os adolescentes muito tranqüilos, as idéias radicais, os sorrisos contidos ou gargalhadas demasiado enérgicas, as formas perfeitas e milimetricamente proporcionais, as meninas bem penteadas no final do dia de escola, as vitórias sem comemoração, as derrotas sem sofrimento, as declarações de amor sem clichês, as fofocas sem exageros, as piadas muito longas, os namorados contidos. Abaixo os concursos de beleza, os hinos cantados sem amor, os livros de auto-ajuda, as fórmulas prontas, as frases prontas, macarrão instantâneo, festa com hora pra acabar, reuniões de família sem briga, viagens sem imprevistos, caminhões sem frases de pára-choques, as peladas sem contusões, as férias sem histórias pra contar. Abaixo as paredes vazias, as carteiras sem desenhos, as geladeiras sem ímãs, os quintais sem plantas, os móveis muito novos e sem vida.
Declaramos amor ao espontâneo, às atitudes impulsivas, passionais e emotivas.
Um comentário:
Com certeza eu fui uma criança espontânea.. ate de mais hehehehe
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